Acácio Pinto Deputado do PS |
Estamos a falar da segunda maior fábrica portuguesa de carros ligeiros, logo a seguir à Auto-europa, e que se situa no nosso distrito, em Mangualde. Quer uma quer a outra unidade fabril teve um ano bastante positivo e bom para a nossa economia.
Refira-se que a produção da unidade fabril de Mangualde teve um aumento em 2010 de 37%, passando de 34.541 veículos, em 2009, para os 47.369 no ano passado.
Sim, foi um aumento de 37% de aumento da produção e com a vantagem de estarmos perante produtos, essencialmente, ou quase exclusivamente, destinados à exportação.
E esta é, objectivamente, uma aposta ganha, é bom que se diga, pelo Governo do PS e pela Câmara Municipal de Mangualde e pelo seu presidente, João Azevedo, que não descansou enquanto não resolveu os vários problemas que herdou do seu antecessor relativamente a esta unidade fabril.
Foram resolvidos os problemas da ampliação da unidade, das novas acessibilidades para a área e foram aumentados, em várias centenas, o número de empregos e, consequentemente, de turnos para que a produção pudesse aumentar.
Acresce, ainda, referir que a fábrica de Mangualde está a produzir, na sequência dessas intervenções positivas da Câmara de Mangualde, do Governo e da AICEP, um novo modelo que substitui os actuais carros em fim de produção como são os caos do Berlingo e Partner e que assegura a permanência desta unidade fabril em Mangualde, depois de mais de cinco décadas de presença ininterrupta.
2. A revista Visão colocou as seguintes perguntas a um candidato presidencial:
«- Pode o senhor Presidente da República confirmar que adquiriu a propriedade do atual lote 18 da Urbanização da Coelha (Sesmarias, Albufeira) à empresa Constralmada?
- Essa transação foi feita através de uma permuta de terrenos?
- Por que valores foram avaliados os terrenos que adquiriu, e os que cedeu?
- Recorda-se do ano em que foi feita a escritura pública desta transação?
- Tinha conhecimento que a referida empresa, a Constralmada, era detida pela Opi-92, empresa de que era acionista o Dr. Fernando Fantasia?
- Quem lhe propôs a permuta?
- Recorda-se do cartório notarial onde foi firmada a escritura pública desta transação?»
Não respondeu.
Por que será que ficou em silêncio? Será que ele acha que o povo português não tem direito a ter respostas?
Será que ele acha que a democracia é um sistema político opaco? Ou ainda não acertou o seu relógio com a transparência democrática?
O tempo dos pais incógnitos já passou. E o silêncio nunca eliminou o ADN dos genes de negócios manhosos.
Eu, por mim, prefiro um Presidente que use a palavra em vez do silêncio!